A infraestrutura de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto é essencial para o funcionamento da economia, pois afeta diretamente a produtividade e a resiliência dos territórios diante dos eventos climáticos extremos e da pressão sobre os recursos hídricos. Para mapear os avanços e identificar os desafios dessa agenda, o Instituto Água e Saneamento (IAS) lançou o Tabuleiro do Saneamento Básico 2026, com apoio institucional do Instituto Itaúsa. A publicação reúne dados atualizados por estado após o Marco Legal do Saneamento de 2020.
Cada capítulo retrata uma dimensão da reorganização do setor e ajuda a formular uma pergunta central: como transformar mudanças legais e institucionais em serviços de saneamento efetivos, inclusivos e preparados para os desafios socioeconômicos de cada território?
Além do relatório, o Tabuleiro do Saneamento Básico 2026 oferece uma plataforma online e interativa que reúne, pela primeira vez, dados de todos os estados em um só lugar, organizados em quatro eixos: acesso, regionalização, participação privada e perfil da prestação de serviços.
“A falta de saneamento adequado compromete, ao mesmo tempo, a produtividade, a qualidade ambiental e a capacidade dos territórios de se adaptar às mudanças climáticas. O Tabuleiro do Saneamento Básico 2026 reúne informações que ajudam gestores públicos, organizações privadas e representantes da sociedade civil a qualificar suas análises e decisões. Apoiar a produção e a disseminação de conhecimento é parte do compromisso do Instituto Itaúsa com uma agenda que conecta os desafios da infraestrutura ao desenvolvimento socioeconômico, com atenção à segurança hídrica e à resiliência climática dos territórios”, afirma Marcelo Furtado, diretor do Instituto Itaúsa.
O que o Tabuleiro do Saneamento Básico 2026 revela
1. Acesso à água e esgotamento sanitário no Brasil
Com base na PNAD Contínua 2025, o capítulo mostra como os domicílios brasileiros se abastecem de água e destinam o esgoto, com recortes por estado e por área urbana e rural. Também traz dados sobre a falta de água entre domicílios conectados à rede e a ausência de banheiro. Além de revelar onde estão as principais lacunas, o capítulo ajuda a distinguir acesso à rede de continuidade dos serviços.
2. Regionalização da gestão dos serviços de água e esgoto
O capítulo apresenta os modelos de regionalização adotados pelos estados e acompanha as etapas de implementação: aprovação das leis, criação das instâncias de governança, elaboração dos planos regionais, definição da regulação e dos arranjos de prestação. O levantamento permite entender onde a estrutura avançou e onde ainda há etapas pendentes — informações importantes para avaliar como estados e municípios estão organizando a gestão dos serviços.